Teve início neste domingo, 7, a nona edição da Escola de Verão da Associação Latino-Americana de Pesquisadores da Comunicação (ALAIC). O evento, sediado na Colômbia, tem como intuito reunir pesquisadores de mestrado e doutorado em instituições latinoamericanas de ensino. Nesta edição, mais de sessenta alunos foram selecionados, entre eles o mestrando do Programa de Pós-graduação em Estudo da Mídia (PPGEM), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e membro do nosso grupo de pesquisa, Ederson Levi.
Na escola da ALAIC, os estudantes e professores apresentam e debatem sobre os seus projetos de pesquisa. Também existe a possibilidade de participar de rodas de conversa sobre os temas dos projetos, como decolonialismo, questões de gênero na comunicação e discurso, tema trabalhado por Ederson no mestrado.
Com uma pesquisa intitulada “Bolsonaro e o Bolsonarismo: a violência como um discurso político”, que se volta para compreender o discurso bolsonarista, Ederson explica que a temática exposta em seu estudo não é fácil de se trabalhar; no entanto, reconhece a sua importância na sociedade. “Por mais que seja um tema oneroso, é necessário que se pesquise para que a gente possa entender esse fenômeno, e também superar ele”, disse.
O estudante vai para o seu segundo evento de comunicação durante a pós-graduação; para ele, eventos desse tipo ajudam os pesquisadores a se aproximar dos temas trabalhados, bem como a trazer novas perspectivas para o seu próprio trabalho.
Sobre a escola de verão da ALAIC, ele diz que a expectativa está alta, principalmente por ser a sua primeira experiência internacional, e que até o momento os debates e exposições têm cumprido com o esperado. “Estou com a expectativa muito alta de estar conhecendo novas pessoas, culturas, e tendo acesso aos debates que estão ligados à comunicação latino-americana”.
O mestrando também reitera a importância dele, enquanto aluno do DECOM, de estar nesse espaço. “ (é importante) Ter acesso a esse debate e poder contribuir, colocar minhas experiências, mostrar a UFRN, o EPA, e o que a gente tá produzindo, para que possamos sintetizar novas questões. […] É extremamente proveitoso (o evento) e importante para a formação enquanto pesquisador”, afirma.