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  • EPA participa da 75ª Reunião Anual SBPC

    EPA participa da 75ª Reunião Anual SBPC

    Teve início neste domingo, 23, a 75ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), maior evento científico da América Latina, que este ano teve como sede a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Com o tema “Ciência e democracia para um Brasil justo e desenvolvido”, a Reunião Anual SBPC comemora em 2023, seus 75 anos de fundação, e contou com a participação do Grupo de Economia Política do Audiovisual (EPA), na presença da professora Janaine Aires, líder do grupo.

    O evento conta com uma Programação Científica formada por conferências, webminicursos, mesas-redondas, painéis e a sessão de pôsteres, onde a Jornada Nacional de Iniciação Científica está inclusa. Outras atividades também estão sendo realizadas, como a SBPC Cultural, a SBPC Jovem e o Dia da Família na Ciência.

    A líder do EPA foi palestrante em uma das mais de 200 atividades da programação, e juntamente com as docentes Deborah Rebello (UFPR) e Suzy dos Santos (UFRJ), participou nesta segunda-feira, 24, da mesa-redonda intitulada “Impactos da vigilância automatizada na comunicação e cultura”. A mesa foi conduzida pela socióloga e vice-presidente da SBPC, Fernanda Sobral (UnB), onde cada uma das pesquisadoras abordou um ponto do tema geral. 

    Aires trouxe uma exposição sobre as Inteligências Artificiais e seu impacto na indústria audiovisual. “Especialmente no contexto de inteligência artificial, a gente vê uma mudança não só nesse valor de exposição (das obras de arte), mas especificamente na unicidade na singularidade dessas produções; e essas reflexões precisam ser sempre pontuadas. A gente acaba convivendo com elas, recebe elas com muita tranquilidade, mas na verdade tem interesses específicos por trás que a gente acaba esquecendo”, informou. 

    Sobre a participação no evento, a professora comentou que o tema abordado na edição deste ano foi muito importante, principalmente após um período difícil para a ciência e pesquisa. “O maior encontro científico do nosso país debate as relações entre Ciência e Democracia, depois de um longo e desastroso período de negacionismo e de destruição das nossas instituições.. É muito instigante apresentar os resultados das nossas pesquisas sobre o papel da comunicação nestes processos. Saímos esperançosas pela riqueza do debate, mas também pelas notícias sobre os investimentos em Educação, Ciência e Tecnologia que recebemos aqui. Notícias muito promissoras e nos estimularam muito”, disse Janaine. 

  • Associações científicas e pesquisadores lançam manifesto em defesa da regulação das plataformas

    Associações científicas e pesquisadores lançam manifesto em defesa da regulação das plataformas

    As principais associações científicas das áreas de Comunicação e Informação lançam, nesta quarta-feira (05), documento em que defendem a regulação das plataformas digitais no Brasil. Intitulado “Regular é garantir direitos e democracia”, o texto destaca que a regulação da comunicação é uma reivindicação histórica da sociedade brasileira, atualizada diante da ascensão das plataformas digitais. Nesse contexto, questões centrais como soberania nacional, garantia de integridade informacional e de uma convivência digital saudável demandam que o país avance na regulação democrática das plataformas. Ao todo, o texto é assinado por mais de 40 associações e grupos de pesquisa, bem como por dezenas de pesquisadores e pesquisadoras.

    O posicionamento público do campo científico resultou de debates realizados durante o I Workshop da área de Comunicação e Informação sobre regulação de empresas de plataformas de comunicação, organizado pela Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação (COMPÓS) e pela Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD). Dezenas de especialistas reuniram-se em encontros virtuais e presencialmente, em junho, para avaliar o cenário da internet e discutir especificamente o modelo de negócios das plataformas digitais, a responsabilização desses agentes, que cada vez mais impactam a circulação do debate público, e o problema da desinformação.

    Os debates apontaram que “o modo de atuação das plataformas se define, prevalentemente, a partir de complexas ativações tecnológicas que resultam na transformação das mais diversas atividades humanas em dados, processados por sistemas algorítmicos e transformados em produtos negociados no mercado publicitário, a exemplo da mídia programática”, conforme detalha o documento, que aponta para a necessidade de enfrentar o modelo de negócio das plataformas, considerado parte do problema da desinformação que afeta democracias em todo o mundo, inclusive, no Brasil. Diante disso, a expectativa é de que se avance na construção de um “ambiente digital mais saudável que proteja cidadãos e assegure autonomia e direitos aos usuários. Este debate não é uma particularidade do país”, como os exemplos de países europeus, como também do Canadá, que recentemente aprovaram leis sobre o tema, evidenciam.

    No Brasil, o debate em torno da regulação das plataformas digitais está em curso no Congresso Nacional, a partir do Projeto de Lei 2.630. Os pesquisadores apontam que o projeto é um passo importante e sugerem medidas a fim de aprimorá-lo, como a garantia de “arquitetura regulatória, apontando mecanismos como órgão regulador para que a lei seja eficaz, avançando também na garantia de participação social”, ampliação de medidas de letramento digital e de transparência, inclusive para a realização de pesquisas. Menciona ainda a importância de detalhamento de conceitos que constem no texto, como “risco sistêmico”.

    Para além do que está proposto no PL 2.630, o texto aponta a necessidade de formulação de um projeto próprio de desenvolvimento nacional e popular que trate das transformações sociais profundas associadas às tecnologias, que afetam as mais diversas áreas da vida social atualmente. Nesse sentido, entre as propostas, estão: avançar na regulação em debate neste momento no Congresso Nacional, afirmando também políticas que enfrentem o monopólio das big techs, por exemplo, por meio da separação estrutural e funcional do modelo de negócio delas, evitando que possam atuar em diversos setores econômicos; atuar pela regulação pública e estatal a partir da criação de um escopo legal que coíba os excessos, sensível à necessária atualização constante das leis com vistas a agir em potenciais riscos sistêmicos; fomentar, a partir do Estado, outros tipos de plataformas, de caráter público e comunitário, construindo infraestruturas, desenvolvendo aplicações e garantindo o acesso a serviços cada vez mais fundamentais; e focar na formação de lideranças comunitárias, professores e agentes de combate à desinformação para atuar não apenas no ambiente digital, mas também nos territórios locais, levando em consideração que a exclusão digital ainda é uma realidade no Brasil.

    Confira abaixo as associações e grupos que assinam o documento:

    -Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação- COMPÓS

    -Rede Nacional de Combate à Desinformação – RNCD

    -Federação Nacional das Associações Científicas e Acadêmicas da Comunicação-SOCICOM

    -Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências da Informação-ANCIB

    -Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura- ABCIBER

    -Associação de Pesquisadores em História da Mídia – ALCAR

    -Associação Brasileira de Pesquisadores e Comunicadores em Comunicação Popular, Comunitária e Cidadã -ABPCom

    -Associação Brasileira dos Pesquisadores em Publicidade-ABP2

    -Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação e Política-COMPOLÍTICA

    – Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo-ABEJ

    – Associação Brasileira dos Professores de Italiano -ABPI

    – Associação Brasileira de Ensino de Biologia-SBEnBio

    -Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação- INTERCOM

    -International Center for Information Ethics- ICIE

    -União Latina da Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura-ULEPICC- Brasil

    – Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

    – Iandé Comunicação e Educação

    – Instituto Devir Educom

    – Direito à Comunicação e Democracia-DIRACOM

    – Rede de Estudos e Pesquisa em Folkcomunicação -Rede Folkcom

    – Rede de Estudos da Ciência da Informação sobre Desinformação-RECIDES

    – Rede de Competência em Informação- Rede COINFO

    – Grupo de Pesquisa em Comportamento e Competências InfoComunicacionais -INFOCOM-UFRGS

    -Núcleo de Pesquisa em Jornalismo e Comunicação- NUJOC-UFPI

    – Laboratório de Mídias Digitais e Internet-MIDI

    – Centro de Pesquisas e Produção em Comunicação e Emergência-EMERGE

    – Laboratório de Humanidades Digitais da UFBA (LABHDUFBA)

    – Centro de Estudos em Comunicação, Tecnologia e Política (CTPol-UnB)

    – Grupo de Pesquisa em Economia Política do Audiovisual – UFRN

    – Grupo de Pesquisa Desinfomídia – UFSM, RNCD

    – OBSCOM/CEPOS e JDL

    – Observatório da Comunicação Pública – OBCOMP

    – Programa Mão na Mídia: educomunicação e cidadania

    – Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania- CCDC- UFBA

    – COAR

    – LaPCom/UNB

    – Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT/ECA-USP)

    – Labjor/ Unicamp

    – Grupo de Pesquisa InovaCom (PPGCOM-UFPA)

  • Pesquisadores da UFRN participam de nova edição do Ciclo de Debates em Economia Política do Audiovisual

    Pesquisadores da UFRN participam de nova edição do Ciclo de Debates em Economia Política do Audiovisual

    Neste semestre, a disciplina de Economia Política do Audiovisual recebeu pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) para mais uma edição do Ciclo de Debates em Economia Política do Audiovisual. O objetivo foi discutir sobre alguns temas que circundam o atual cenário do audiovisual brasileiro e suas tendências, e também transformações no mercado de trabalho, como as plataformas de streaming e a precarização que esse fenômeno de plataformas proporciona.

    As apresentações, divididas em duas partes, buscaram fazer o diálogo entre os assuntos abordados em sala e em como eles estão repercutindo fora dela. Na primeira etapa de apresentação, ocorrida no dia 25 de maio de 2023, a conversa foi conduzida pelos doutorandos do Programa de Pós-graduação em Estudo da Mídia (PPGEM) da UFRN, Alusk Maciel, Fabricia Guedes e Vanessa Trigueiro. 

    Mesmo com abordagens diferentes, os pós-graduandos têm a mesma base de pesquisa: as plataformas de streaming. Um dos pontos trazidos por Fabrícia Guedes, que abriu o debate, foi sobre a questão da quantidade de conteúdo brasileiro que as plataformas mais consumidas no Brasil oferecem, valor que, por não ser regulamentado, como ocorre com a TV a Cabo, acaba sendo escanteado pelas empresas. 

    O debate foi sucedido pelas apresentações de Vanessa Trigueiro e Alusk Maciel e pelos questionamentos dos alunos da turma. Segundo o doutorando, participar desse evento, “foi um momento enriquecedor, tanto por estar em contato com outras colegas que têm suas pesquisas com temáticas que dialogam com a minha, bem como ser um espaço importante entre a pós-graduação e os alunos de graduação”, afirmou Alusk Maciel.

    Na segunda parte das apresentações, ocorrida na última quinta-feira, 14 de junho de 2023, foi a vez de trazer o tema das plataformas para o contexto das relações de trabalho e precarização. Os convidados foram o também aluno do PPGEM, João Paulo, e o publicitário e graduando em Serviço Social pela UFRN, Marcos Martins. 

    A abordagem do tema feita por João Paulo contextualizou a exploração histórica da classe trabalhadora pela burguesia, até chegarmos aos serviços de trabalho mediados por plataformas, como ocorre atualmente. Marcos deu continuidade ao tema, apresentando como as empresas de publicidade atuam para desmobilizar a luta desses trabalhadores precarizados. As relações de precarização apresentadas, mostraram como esse modelo de trabalho já atinge os profissionais de comunicação, e também as perspectivas de futuro que são apresentadas para quem ainda vai ingressar nesse ramo. 

    Para Martins, esse tipo de espaço em sala de aula, durante a formação de futuros comunicadores é importante, pois “sendo (os estudantes) pertencentes à classe menos favorecida nessa dinâmica, precisamos trazer à tona essas questões, na busca de pensar alternativas que fujam disso, e nos permitam romper com essas determinações e chegar mais próximo de uma emancipação criativa, e de classe”, destacou.

  • CHAMADA PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS NO II COMPÚBLICA

    CHAMADA PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS NO II COMPÚBLICA

    Já está aberta a Chamada para Submissão de Trabalhosdo II Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, Cidadania e Informação (II ComPública). Você pode enviar o Resumo Expandido até o dia 30 de junho. O II ComPública será realizado entre os dias 16 e 18 de outubro de 2023, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).  

    O Resumo Expandido pode ter até cinco autores/as. Cada autor/a só poderá submeter um resumo para, no máximo, dois GTs. 

    Siga as orientações para enviar o Resumo Expandido: 

    O Resumo Expandido deverá ter entre 800 e 1.200 palavras,não incluindo referências bibliográficas, no seguinte padrão: página A4, Times New Roman 12, justificado à esquerda e à direita (2,5cm em cada borda), com parágrafo inicial e espaçamento simples. O conteúdo deve contextualizar o tema, explicar a metodologia, base teórica, objetivos,justificar a relevância do trabalho e apresentar os principais resultados do estudo. O Resumo Expandido não deve trazer tabelas, figuras ou gráficos. Palavras estrangeiras devem ser grafadas em itálico. Não utilizar negrito no texto. Para as citações e referências bibliográficas devem ser utilizadas as normas da ABNT atualizadas. A submissão do resumo expandido deve ser realizada pelo site: https://doity.com.br/iicongressobcpci-2023.

    Escolha o Grupo Temático mais adequado ao seu trabalho

    GT 01 | Comunicação pública, mídia tradicional e mídias digitais

    GT 02 | Comunicação pública, direitos humanos e (de)colonialidade

    GT 03 | Comunicação, democracia, transparência e participação

    GT 04 | Democracia e os desafios da complementaridade: radiodifusão pública, privada e estatal no Brasil e na América Latina

    GT 05 | Comunicação pública, direito à informação e acessibilidade

    GT 06 | Gestão e governança da comunicação pública

    Após o aceite do resumo expandido, os/autores deverão enviar o trabalho completo (até o dia 10 de outubro), o qual integrará o e-book do evento. Todos/as os/as autores/as de trabalhos aceitos deverão estar devidamente inscritos/as para submeter o trabalho completo e apresentá-lo no GT. 

    Não perca os prazos! Confira o cronograma:

    05/06 – Publicação do edital e início do prazo para envio de resumos para os GTs 

    10/06 – Início do 1° lote de inscrições – até 08/08 

    10/06 – Divulgação das oficinas aceitas e início das inscrições 

    30/06 – Fim de prazo para envio de resumos para os GTs 

    30/07 – Envio das cartas de aceite dos GTs 

    09/08 – Início do 2° lote de inscrições – até 08/09 

    09/09 – Início do 3° lote de inscrições – até 09/10 

    10/10 – Último dia para envio do artigo completo aos GTs 

    16 a 18/10 – Congresso 

    SERVIÇO:

    II Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, Cidadania e Informação 

    Tema: O direito humano à comunicação e ameaças da desinformação 

    Local: Departamento de Comunicação Social (Decom), na UFRN. 

    Data: 16, 17 e 18 de outubro de 2023 

    Site: https://doity.com.br/iicongressobcpci-2023 

    Mais informações: abcpublica.org.br 

    Redes sociais: @abcpublica (Instagram e YouTube); facebook.com/abcpublica (Facebook)

    Confira o edital de chamada de trabalhos para o II Congresso Brasileiro de Comunicação Pública e participe!

  • Estudante do EPA participa da 9ª Escola de Verão da ALAIC

    Estudante do EPA participa da 9ª Escola de Verão da ALAIC

    Teve início neste domingo, 7, a nona edição da Escola de Verão da Associação Latino-Americana de Pesquisadores da Comunicação (ALAIC). O evento, sediado na Colômbia, tem como intuito reunir pesquisadores de mestrado e doutorado em instituições latinoamericanas de ensino. Nesta edição, mais de sessenta alunos foram selecionados, entre eles o mestrando do Programa de Pós-graduação em Estudo da Mídia (PPGEM), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e membro do nosso grupo de pesquisa, Ederson Levi.

    Na escola da ALAIC, os estudantes e professores apresentam e debatem sobre os seus projetos de pesquisa. Também existe a possibilidade de participar de rodas de conversa sobre os temas dos projetos, como decolonialismo, questões de gênero na comunicação e discurso, tema trabalhado por Ederson no mestrado.

    Com uma pesquisa intitulada “Bolsonaro e o Bolsonarismo: a violência como um discurso político”, que se volta para compreender o discurso bolsonarista, Ederson explica que a temática exposta em seu estudo não é fácil de se trabalhar; no entanto, reconhece a sua importância na sociedade. “Por mais que seja um tema oneroso, é necessário que se pesquise para que a gente possa entender esse fenômeno, e também superar ele”, disse.

    O estudante vai para o seu segundo evento de comunicação durante a pós-graduação; para ele, eventos desse tipo ajudam os pesquisadores a se aproximar dos temas trabalhados, bem como a trazer novas perspectivas para o seu próprio trabalho.

    Sobre a escola de verão da ALAIC, ele diz que a expectativa está alta, principalmente por ser a sua primeira experiência internacional, e que até o momento os debates e exposições têm cumprido com o esperado. “Estou com a expectativa muito alta de estar conhecendo novas pessoas, culturas, e tendo acesso aos debates que estão ligados à comunicação latino-americana”.

    O mestrando também reitera a importância dele, enquanto aluno do DECOM, de estar nesse espaço. “ (é importante) Ter acesso a esse debate e poder contribuir, colocar minhas experiências, mostrar a UFRN, o EPA, e o que a gente tá produzindo, para que possamos sintetizar novas questões. […] É extremamente proveitoso (o evento) e importante para a formação enquanto pesquisador”, afirma.