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  • MANIFESTO – É urgente a regulação das empresas de plataformas de comunicação

    MANIFESTO – É urgente a regulação das empresas de plataformas de comunicação

    A regulação democrática das empresas de plataformas de comunicação, a exemplo de Alphabet, Meta, TikTok/ByteDance, Telegram entre outras, é uma medida urgente e necessária para assegurar a liberdade de expressão cidadã. A liberdade foi privatizada por esses grupos empresariais que monopolizam o fluxo de informação no mundo. Para o Brasil se tornar uma democracia de fato, é preciso garantir sua soberania informacional. A internet, em vez de um espaço amplo e democrático, tornou-se gradualmente um espaço privatizado e monopolizado pelas formas de negócio dessas e de outras plataformas. 

    A finalidade dessas empresas é atuar como meio de comunicação. Elas extraem a produção de conteúdo de seus usuários como produto a ser organizado e ofertado em fluxo de dados. Esses dados são extraídos dos conteúdos produzidos e também das identidades dos usuários (chamados metadados). Essas informações são processadas e vendidas em lotes para o mercado publicitário (publicidade programática). Dessa maneira, quanto mais um conteúdo se expande na rede, mais atenção ele alcança, e, portanto, mais dados são coletados, maior é a lucratividade. É preciso ressaltar que os dados coletados não compõem apenas lotes de perfis anônimos, produzem, sobretudo, perfis individualizados, cujos cidadãos são localizáveis e identificáveis, inclusive, com suas preferências culturais, políticas e apegos emocionais. As denúncias sobre as campanhas eleitorais de Trump e Bolsonaro demonstraram essas funcionalidades. 

    Além da negociação dos dados em circulação, as empresas de plataformas de comunicação lucram com o volume de circulação. Acontece que esse volume de circulação não se dá de forma espontânea como somos levados a imaginar. Pagar para impulsionar é uma prática que pode ser direta, comprada na própria empresa, ou de forma indireta, por meio de impulsionamento artificial – seja por robôs, seja por cliques feitos por humanos (as fazendas de cliques). É assim que cenas de ataques a crianças são viralizadas. É assim que o incentivo ao uso de armas cresce. É assim que as Fake News ganham credibilidade. 

    Essas operações das plataformas são a origem da expansão da desinformação e de discursos de ódio. Os discursos que atacam o fundamento da cidadania e da democracia têm, portanto, como fábrica, agentes interessados que pagam pelo impulsionamento nas formas aqui explicadas, mas, só ganham a expansão e dimensão que têm por causa desse funcionamento das plataformas. 

    Os termos de uso dessas empresas de plataformas de comunicação impedem qualquer reclamação do usuário em relação ao funcionamento do respectivo negócio. Esses termos de uso colocam em xeque inclusive a Constituição Nacional. A soberania nacional, a propriedade dos dados e a liberdade de expressão dos cidadãos estão nas mãos desses termos de uso.

    Regular, portanto, é garantir que o cidadão tenha direitos sobre os seus dados, sem perder o direito de uso das tecnologias hoje tão necessárias para a nossa vida cotidiana. 

    Regular é garantir o direito à liberdade de expressão.

    Regular é garantir a internet como espaço mais seguro para a comunicação entre os cidadãos, para o trabalho e para os negócios. 

    Regular é um primeiro passo para o Brasil pensar em sua soberania tecnológica.

    Precisamos de um órgão autônomo e independente – de governo e das empresas de plataformas – que seja capaz de aplicar a necessária legislação regulatória.

    #RegulaJá

    Assinam:

    Associação Nacional de Programas e Pós-graduação em Comunicação – COMPOS

    Associação de Pesquisa e Pós-graduação em Ciência da Informação – ANCIB

    Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – INTERCOM

    Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo – ABEJ

    Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo –    SBPJorUnião Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (ULEPICC–Brasil)

  • Chamada para Bolsista projeto de Monitoria

    Chamada para Bolsista projeto de Monitoria

    Inscrições abertas para a Chamada para bolsista do projeto “Câmera na mão, economia politica na cabeça!: educação para docência em formação, produção e gestão do audiovisual”.

    Trata-se de uma ação interdisciplinar que busca aprimorar a oferta e a recepção do conteúdo dos componentes curriculares (COM0165) Formação Econômica, Social e Cultural do Brasil, (COM0190) Economia Política do Audiovisual e (COM0117) Gestão em Comunicação, fomentando a docência e o senso crítico.

    É oferecida 1 vaga remunerada (400 reais).

    Para se inscrever, é preciso ter cursado a disciplina de Economia Política do Audiovisual, estar regularmente matriculado e enviar uma cartinha de motivação para janaineaires@gmail.com até o dia 27/02 às 12h.

  • Inscrições abertas para bolsa de Iniciação Científica

    Inscrições abertas para bolsa de Iniciação Científica

    Inscrições abertas para bolsistas de Iniciação Científica do projeto “Políticas de comunicação nos tempos do cólera: o papel da Tv aberta brasileira na pandemia do ódio e das fake news”.

    Trata-se de um projeto de pesquisa que investiga a ascensão da extrema direita no Brasil analisando especialmente o papel da TV aberta no processo de desdemocratização vivenciado desde o golpe de 2016. 

    O bolsista desenvolverá o plano de trabalho mapeando as políticas de comunicação desenvolvidas no governo Temer e Bolsonaro. A bolsa é de R$ 400.

    Para se inscrever, é preciso estar regularmente matriculado na graduação em Comunicação Social – Audiovisual e almejar seguir na pesquisa acadêmica. Interessades devem enviar uma cartinha de motivação para janaineaires@gmail.com até o dia 06/09 às 20h.

  • NOVOS EPISÓDIOS DO EPA PODCAST!

    NOVOS EPISÓDIOS DO EPA PODCAST!

    Os Estudantes de Comunicação Social e Audiovisual da UFRN que concluíram a última turma da disciplina Economia Política do Audiovisual, ministrada pela Professora Janaine Aires, roteirizaram, produziram e editaram uma série de seis episódios para o EPA Podcast, que será veiculado pela Jamboo Web Rádio e também está disponível aqui no blog.

    De forma muito competente, os episódios contam com falas interessantes, que tratam de questões importantes e urgentes que não se limitam aos Estudantes da disciplina, mas também aos trabalhadores e entusiastas da Cultura de modo geral.

    Dentre os temas estão a atuação da Agência Nacional do Cinema (ANCINE); Políticas Públicas do Audiovisual e outras formas de Fomento; Democratização e acesso a Cultura e muitos outros assuntos que dinamizaram e trouxeram ainda mais informação para o Podcast e para a disciplina.

    Para ouvir clique no link: https://epa.cchla.ufrn.br/podcasts/

  • UFRJ e UFRN promovem a disciplina “Desinformação no Brasil: do coronelismo eletrônico às milícias digitais”

    UFRJ e UFRN promovem a disciplina “Desinformação no Brasil: do coronelismo eletrônico às milícias digitais”

    No segundo semestre de 2022, o Grupo de Pesquisa em Economia e Políticas da Informação da Comunicação – PEIC/UFRJ, o Laboratório de Estudos em Internet e Redes Sociais – NetLab/UFRJ e o Grupo de Pesquisa em Economia Política do Audiovisual – EPA/UFRN desenvolverão o curso “Desinformação no Brasil: do coronelismo eletrônico às milícias digitais”.

    O curso será ministrado pelas professoras Suzy dos Santos, R Marie Santini e Janaine Aires, e membros dos grupos de pesquisa: André Kron, James Fitzgerald, Débora Salles, Priscila Muniz e Lori Regattieri. O objetivo é refletir sobre as políticas de comunicação no Brasil no contexto da desdemocratizacao social. Problematizando especialmente o papel da desinformação no jogo político nacional.

    A proposta será oferecida remotamente, reunirá três programas de pós-graduação (PPGCOM-UFRJ, IBICT-UFRJ e PPGEM-UFRN) e extensionistas vinculados a pessoas da sociedade civil interessados no tema. Serão oferecidas 10 vagas para cada programa e 10 vagas para extensão. Para extensionistas o link está aqui.

    As aulas serão realizadas através do Googlemeet, quinta-feira, das 15h às 17h.

    ALUNOS MESTRADO E DOUTORADO – PPGEM/UFRN

    Os pós-graduandos interessados deverão se matricular nas respectivas disciplinas oferecidas pelos programas de pós-graduação ministrantes. Na UFRN, a disciplina oferecida é “PEM0019 – ECONOMIA POLÍTICA DA MÍDIA”, tem carga horária de 45h e é optativa para os cursos de mestrado e doutorado, as matriculas acontecem nos dias 23 e 24 de agosto de 2022, através do SIGAA.

    ALUNOS ESPECIAIS – PPGEM/UFRN

    Alunos especiais podem se inscrever entre 25 e 26 de agosto de 2022, por e-mail. (OBSERVAÇÃO: Para se inscrever, os candidatos deverão enviar
    os seguintes documentos, por e-mail: Requerimento (disponibilizado no site do PPGEM); Cópia da Carteira de Identidade e do CPF; Cópia do Diploma e do Histórico Escolar da graduação e de mestrado, para os candidatos de doutorado; Cópia do Currículo Lattes resumido)

    Confira o conteúdo programático